Quando o passado, o presente e o futuro se encontram

O passado está em todos os lugares. Nas músicas que ouvimos, nos livros que lemos e até no que comemos. Há quem diga até que ele se repetirá no futuro. Nas empresas, o passado também tem seu peso. Por meio da preservação de suas histórias, é possível, inclusive, melhorar o relacionamento entre os seus profissionais – algo que, certamente, refletirá nos negócios. Outro ganho do respeito à memória institucional é reforçar a cultura da companhia e, ao mesmo tempo, fazer o funcionário se sentir integrado à história.

“Os trabalhos com memória valorizam as relações entre as pessoas e as empresas, além de darem um destaque para todos”. A frase é da diretora da Fala Escrita – empresa que atua no ramo de resgate e preservação da memória institucional –, Suzana Ribeiro. Na visão dela, preservar o passado representa importantes ganhos, mas é algo que ainda encontra desafios. “Nenhuma empresa tem como atividade-fim o papel histórico; o foco é vender produtos. Por isso, esse lado acaba prejudicado”, explica.

Na opinião da diretora, incentivar a memória institucional ajuda a reforçar a cultura e as práticas da empresa, contribuindo até mesmo para reduzir a necessidade de investimentos em treinamentos. “O acervo ajuda os novos funcionários a internalizarem o tipo de comportamento que a organização espera deles”, afirma.

No mundo acadêmico, a memória institucional pode apresentar um universo novo para os que chegam. Nesse sentido, a Universidade de Taubaté mantém o CDPH (Centro de Documentação e Pesquisa Histórica). Um bom exemplo de que a universidade dedica atenção ao tema é a exposição montada dentro das comemorações do seu 40º aniversário. O projeto é composto por fotos de todas as décadas da instituição, preservadas no CDPH.

O coordenador do setor, Mauro Castilho, explica que o arquivo da UNITAU vai além do quesito memória: “O Centro também disponibiliza o conteúdo para quem deseja realizar pesquisas.” O professor ressalta que qualquer pessoa pode ter acesso ao acervo do CDPH. Para isso, basta “demonstrar interesse e fazer um pedido para a instituição”.

Cada vez mais, as organizações estão entendendo que, de fato, preservar a memória institucional vai além de garantir a manutenção da história: é fortalecer o presente e projetar o futuro.

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